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Arquivo histórico e solene da Sociedade Filarmônica Minerva
Memória Institucional Oficial • 120 Anos

A História da Sociedade Filarmônica Minerva

Das alvoradas de 1906 aos acordes do novo século: mais de um século forjando a identidade lírica, a cidadania e o orgulho cultural de Morro do Chapéu e da Chapada Diamantina.

Capítulo I • O Despertar Musical (1905)

A Centelha Lírica: A Visita de Riachão de Utinga

A história da Filarmônica Minerva remonta a um episódio memorável ocorrido no ano de 1905, durante as tradicionais festividades do Divino Espírito Santo e de São Benedito. Naquela ocasião, a ilustre Filarmônica de Riachão de Utinga, regida com maestria pelo Major Honório Belas, visitou Morro do Chapéu por três dias inesquecíveis.

O deslumbramento causado pelos dobrados vibrantes, a elegância dos instrumentistas e a força comovente da música ao ar livre tocaram profundamente o ânimo dos cidadãos morrenses. Diante daquele espetáculo sonoro, despertou na comunidade o anseio inabalável de que a pacata vila também possuísse a sua própria banda de música.

“A música instrumental tem o dom de despertar a alma de um povo. O que começou como uma admiração festiva em 1905 tornou-se o mais sublime compromisso cívico de nossa história.”

Registro histórico das festas de São Benedito com a Filarmônica Minerva

Festa tradicional de São Benedito: berço das primeiras celebrações com a Minerva.

Capítulo II • O Berço Institucional (1902–1906)

O Grêmio Literário e a Escola Pioneira

Antes do desmembramento que daria luz à Minerva, as sementes da instrução intelectual foram plantadas em 05 de outubro de 1902 com a fundação do Grêmio Literário. A instituição abrigava uma Escola de Música, uma biblioteca seleta e espaço de jogos intelectuais, capitaneada por homens que sonhavam com o progresso de sua gente.

Os Mestres e Professores Contratados

Theodoro dos Reis Santos
Primeiro Mestre Musical
Honório Pereira
Mestre de Solfejo e Metais
Adelmo de Souza Pereira
Formador da Primeira Turma

A Primeira Turma de Aprendizes (1906)

Dentre os primeiros rapazes que empunharam os instrumentos e dedicaram horas ao solfejo, destacaram-se nomes que marcariam a história da cidade: Cícero de Souza Lemos (futuro mestre compositor), Arnóbio Barberino, João Ribeiro e Manoel Militão.

Capítulo III • A Data Magna (21 de Outubro de 1906)

Nasce a Sociedade Filarmônica Minerva

Fotografia original e histórica da fundação da Sociedade Filarmônica Minerva em 21 de outubro de 1906

Registro Histórico Original: O corpo de músicos fundadores reunido em 21 de outubro de 1906, fardados e empunhando seus instrumentos de sopro e percussão.

Em 21 de outubro de 1906, reuniram-se solenemente os membros da agremiação no edifício onde hoje funciona a agência dos Correios e Telégrafos. Naquela assembleia histórica, foi aprovado o desmembramento oficial do Grêmio Literário e a criação definitiva da Sociedade Filarmônica Minerva, com a aprovação de seus primeiros estatutos sociais.

A escolha do patronímico Minerva homenageou a deusa greco-romana da sabedoria, das artes, da justiça e das técnicas civilizatórias. Em maio de 1907, a banda realizou a sua primeira alvorada oficial, entoando acordes marciais que acordaram a cidade para uma nova era cultural.

Retrato oficial do Coronel Francisco Dias Coelho (1864–1919), Patrono e 1º Presidente da Minerva
Capítulo IV • O Grande Patrono (1864–1919)

Coronel Francisco Dias Coelho

Fundador e 1º Presidente Perpétuo (1906–1919)

Figura monumental do sertão baiano, o Coronel Francisco Dias Coelho foi uma das lideranças cívicas e políticas mais singulares da Primeira República. Homem negro de extraordinária inteligência e visão de futuro, atuou como Intendente de Morro do Chapéu, sendo o responsável direto pela elevação da vila à categoria de cidade no ano de 1909.

Como patrono e presidente da Filarmônica Minerva desde a sua ata fundacional até seu falecimento em 1919, financiou a importação dos primeiros instrumentos musicais, garantiu salários dignos aos mestres e estabeleceu a gratuidade do ensino da música como dever social inegociável da instituição.

Capítulo V • O Santuário da Sede (1944–1959–Hoje)

A Saga Comunitária do Teatro Odilon Costa

Fachada frontal autêntica do Teatro Odilon Costa e Espaço Cultural Cel. Francisco Dias Coelho

Fachada histórica na Praça Augusto Públio, 131: centro cultural permanente de Morro do Chapéu.

Visão em perspectiva do conjunto arquitetônico do Teatro Odilon Costa

Perspectiva urbana do Teatro Odilon Costa, palco de espetáculos, ensaios e formação continuada.

A atual sede da Filarmônica Minerva é fruto de uma das mais belas mobilizações populares de Morro do Chapéu. No ano de 1944, o ator, teatrólogo e diretor Belarmini Bulcão da Rocha liderou um mutirão comunitário para construir um teatro de grande porte na cidade. Com doações de materiais, tijolos e trabalho de pedreiros locais, ergueu-se o emblemático Teatro Odilon Costa.

Em 1959, o edifício foi solenemente incorporado como sede perpétua da Sociedade Filarmônica Minerva. Hoje, o complexo conta com:

220
Lugares no Teatro
Palco italiano e plateia
Escola
De Música Livre
Salas de teoria e solfejo
Nobre
Salão Social
Ensaios gerais da filarmônica
Memorial
Cel. Dias Coelho
Acervo de partituras e atas
Capítulo VI • Corpo Artístico Ativo (2026)

A Força Musical em Plena Atividade

Ao celebrar o jubileu de 120 anos de fundação, a Filarmônica Minerva destaca-se como uma das raras agremiações do interior baiano a manter regularidade técnica impecável, estrutura pedagógica profissional e corpo de baile ativo:

55
Músicos Oficiais
Corpo orquestral de gala
60
Alunos Aprendizes
Escola Livre de Música
2
Regentes
1 Maestro e 1 Maestrina
4
Instrutores
1 Professor e 3 Monitores
Ensaio geral com regência do Maestro na sede da Minerva
Aula de teoria e solfejo com a Maestrina e alunos aprendizes
Apresentação e oficina musical de formação cidadã
Capítulo VII • Acervo Raro & Reconhecimento Institucional

Documentos Históricos e Marco Legal

Testemunhos materiais do compromisso ético e jurídico mantido pela Sociedade Filarmônica Minerva ao longo de seus 120 anos:

Capa original do 1º Estatuto da Sociedade Philarmonica Minerva impresso em 1906 em Salvador
21 DE OUTUBRO DE 1906

1º Estatutos da Sociedade

Aprovados na assembleia fundacional e impressos nas Officinas dos Dois Mundos, Salvador-BA.

Ofício manuscrito da Presidência da Sociedade Philarmonica Minerva datado de 1907
14 DE JANEIRO DE 1907

Ofício de Sócio Honorário

Comunicação oficial ao Capitão Cícero Fernandes Lima sobre sua aclamação unânime como benfeitor.

Certificado do Ministério da Cultura conferindo o título de Escola Livre assinado pela Ministra Margareth Menezes
MINC • TERMO FOMENTO 2023

Escola Livre de Cultura (MinC)

Certificação federal emitida pela Ministra Margareth Menezes no âmbito da Rede Nacional de Escolas Livres.

Titulações de Reconhecimento Público

Utilidade Pública Estadual
Lei Estadual nº 13.384 (01/10/2015)
Registro Federal no CNAS
Processo nº 44006.004353/2000-22
Atestado de Capacidade Técnica
Prefeitura / SECULT Morro do Chapéu

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