Teatro Odilon Costa: Da fundação comunitária de 1944 ao santuário perpétuo da Filarmônica Minerva
Erguido em 1944 pelo esforço coletivo liderado pelo ator e diretor Belarmini Bulcão da Rocha e acolhido como sede da Minerva em 1959, o emblemático edifício de 220 lugares consolidou-se como o maior templo das artes de Morro do Chapéu.

Uma joia da arquitetura cênica e da memória cultural da Chapada Diamantina
Poucos edifícios na Bahia guardam uma história tão comovente de devoção comunitária à arte quanto o Teatro Odilon Costa. Localizado na Praça Augusto Públio, nº 131, o espaço começou a nascer no ano de 1944, fruto da obstinação visionária de um dos maiores nomes do teatro regional: o ator, dramaturgo e diretor Belarmini Bulcão da Rocha.
Mobilizando pedreiros, carpinteiros, comerciantes e cidadãos voluntários que doaram tijolos, madeiras nobres e dias inteiros de trabalho braçal, o teatro foi erguido para dar dignidade às peças teatrais, às operetas e aos saraus poéticos que floresciam em Morro do Chapéu na primeira metade do século XX.
No ano de 1959, em um marco definitivo para a cultura local, o Teatro Odilon Costa passou a abrigar formalmente a sede da Sociedade Filarmônica Minerva. Desde então, o conjunto arquitetônico foi estruturado para abrigar não apenas o auditório de espetáculos com 220 assentos, palco italiano e mezanino, mas também a Escola Livre de Formação Musical, salas de solfejo, salão social nobre, sala de arquivos históricos e o Espaço Cultural Cel. Francisco Dias Coelho.
Hoje, preservando suas imponentes linhas art-déco e sua pintura solene nas cores da instituição, o Teatro Odilon Costa é o coração pulsante por onde circulam diariamente mestres, alunas, monitores e visitantes do mundo inteiro.
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